sábado, 14 de novembro de 2009

Flor de julho


Rompe entre as folhagens
flor tão branca quanto a estação.
Lá fora, indícios de modernidade
Na alma, o silêncio dos momentos intermináveis.
Proust, Lacan, Benjamin Walter, Apocalipse Now!
Mensagens codificadas
decodificadas
folhas dispersas pelo vento
jogadas aqui e acolá
reunidas num suave movimento
de pensamentos organizados.
Construção
desconstrução do ser
labirintos interiores...
Rompem jardins imensos
folhas ressecadas
pelo vento
brancas pétalas colocadas
sutilmente sobre a terra árida:
Florbela...

Verônica

"Ler e escrever. Para quê? Para quem?"



Você , professor, já parou para pensar nisso? Nilson Moulin, na manhã de sexta, oportunizou aos presentes uma reflexão sobre a leitura, mais precisamente, na escolha de conteúdos direcionados a nossos alunos.

A partir da reflexão de uma de suas obras, foi debatido a questão da linearidade, esta que não se faz presente em uma de suas obras , e ainda, no fator dedicação e mais tempo à leitura, por parte de professores e alunos. Fez-nos refletir no que denominou " República bananeira", quando os profissionais da área da educação pulam de escola em escola para garantir o emprego ficando sem tempo para dedicar-se à leitura.Foi debatido ainda uma questão sempre presente na escola: a falta de bibliografia ao ser trabalhado com os alunos algumas obras.

Quanto a linearidade , faço minha as palavras da mediadora, também professora : "os alunos estão mais do que acostumados, ao navegarem pela internet."

" Mulher é bicho desdobrável" - Adelia Prado



Certamente indescritível, os momentos vividos na bienal, ao assistir a palestra de Ana Miranda, "O olhar de Rubem Braga sobre as mulheres e Bernadette Lyra, "Vivendo no limite do tempo: A experiência de escrever sobre uma mulher do passado do Espírito Santo".


" Se uma avezinha só, já faz verão, imagina duas!" O momento foi ímpar, de uma singularidade incomum. Inicialmente , a visivel emoção e depois contagiante alegria de Bernadette Lyra . Em sua breve , porém, consistente reflexão, direcionaou o olhar dos presentes a três tópicos: como se tece um livro de ficção; no acaso, ou seja, o porquê e para quê escrever sobre o tempo e ainda, sobre seu novo livro, este que fala sobre D. Luisa Grimaldi ou Grinalda, destituída de seu cargo por ser mulher.


Se a Bernadette conduziu os olhares dos presentes para a história e fazer literário, Ana Miranda presenteou o público com emoção e reflexão. Ofereceu aos presentes a oportunidade de conhecer um pouco do universo feminino, tão bem descrito nas crônicas de Braga. Ouvir, conhecer e refletir sobre o olhar de Rubem Braga em relação as mulheres, fez-nos pensar no poder da literatura em resgatar e formar o ser. Acredito que, dos presentes, todos desejaram ter uma cópia da " crônica" tecida por Ana. Foi como se folheássemos um álbum, na qual o tema, foi a mulher.





Afonso Claudio: precursor da modernidade capixaba



Os que se fizeram presentes ao evento promovido no dia 12, na Bienal Capixaba do Livro, tiveram seus conhecimentos ampliados.

O professor e escritor Estilaque Ferreira dos Santos falou sobre o Dr. Afonso claudio - este que foi defensor da abolição, resgate cultural - floclore, e primeiro pesquisador a resgatar a memória negra.

Juntamente com o prof. Francisco Aurelio Ribeiro, deram uma verdadeira aula de história e conhecimento, despertando no público presente o desejo de pesquisa, principalmente, sobre o Espírito Santo.

Sobre o Dr. Afonso Claudio, vale registrar:

- o primeiro abolicionista
- lider dos Republicanos, juntamente com Bernardo Horta
- primeiro olhar ( científico / histórico) dirigido ao negro
- membro da Academia de Letras
- término de sua trajetória foi como professor universitário

domingo, 8 de novembro de 2009

Coisinhas...

A felicidade
Está nas pequenas coisas da vida...
Então, desejo à você
Um monte de
Coisinhas:

Manhãs de sol
Sessão da tarde deitado na rede
Noites de céu repleto de estrelas
Caminhar descalço pela areia fina da praia
Num papo alegre com o ser amado
Ou melhor amigo...

Desejo,
Ainda:
jardim coberto de flores coloridas
Para alegrar sua vida
Iluminar seus olhos
Perfumar seus dias...

Desejo, à você:
Vida
Alegria
Uma Omelete de Poesia!

veronica eugenio

Bienal Capixaba do Livro

Confira , divulgue e participe!

05/11. Ziraldo, "Ler é mais importante que estudar", das 15h às 16h
09/11. Norma Seltzer Goldstein e Ilana Seltzer Goldstein, Projeto Jorge Amado, das 15h às 17h
10/11. Neusa Sorrenti, "Poesia: Um encantamento para sempre", das 15h às 17h
11/11. Evanildo Bechara, "O novo acordo ortográfico", das 9h30 às 11h30
11/11. Moacyr Scliar, "A leitura na formação do escritor", das 15h às 17h
12/11. Estilaque Ferreira dos Santos e Francisco Aurélio Ribeiro, "Afonso Cláudio: Precursor da modernidade capixaba", das 09h30 às 11h30
12/11. Ana Miranda, "O olhar de Rubem Braga sobre as mulheres", das 15h às 17h
12/11. Bernadette Lyra, "Vivendo no limite do tempo: A experiência de escrever sobre uma mulher do passado do Espírito Santo", das 15h às 17h
12/11. Claudia Matarazzo, "Vai encarar?", 18h30
13/11. Nilson Moulin, "Ler e escrever. Para quê? Para quem?", das 9h30 às 11h30
13/11. Affonso Romano Sant?Anna, "A leitura como caminho para transformação social", das 15h às 17h

OFICINAS.
09/11. Turma do Frederico, Teatro de Bonecos, 10h e 14h
10/11. Ricardo Ferraz, Quadrinhos e Cartuns, 10h e 14h
11/11. Carmem Bridi, A arte da dobradura - Origami, 10h e 14h
12/11. Ilvan Filho, Introdução ao desenho, 10h e 14h
13/11. Acácia M. Picolli, Musicalização na educação infantil (séries iniciais), 10h e 14h

DESFILE.
12/11. Desfile de pessoas com deficiência; Moda inclusiva, às 19h30

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS.
Aos sábados e domingos, a cada hora, a partir das 11h, na Praça Estrela (área interna do Shopping Norte Sul) e área Bienal (no espaço da feira)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

As belezas de Angola





Se algum dia voar mais além, irei certamente a dois lugares muito especiais para mim: Angola e Portugal.

Dos amigos que por aquelas terras passaram só ouvi elogios e, muito me desperta interesse o povo e a expressão cultural , típicos de cada um.


Por enquanto, as fotos preenchem os espaços vazios de meus atentos olhos...

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Quem sou eu

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Sou um ponto Elemento visual real tantas vezes pequeno em relação a um plano maior. Um ponto que penetra espaços vazios de sentimentos emoções. Sozinha Sou apenas um ponto mas que ao aglutinar-me viajo no universos das possibilidades fusão do verbal com o visual na complexa sintaxe da vida.