
Arte e cultura de Cachoeiro; Crônicas, poesias, artigos. Literatura e Cultura local.
sábado, 26 de setembro de 2009
Romântica FM

Coisas da tecnologia
Entre uma pesquisa e outra , o bate-papo com pessoas amigas. Pessoas que realmente podem ser chamadas de amigas. Que não importa tempo, mal- tempo, não nos esquecem, não nos têm apenas como membro de uma lista, não nos escondem de seus familiares, não temem ouvir de nós um lamento por dia ruim, antes nos cumprimentam, nos incentivam se preciso, nos apresentam a seus familiares, nos fazem sentir de casa, mesmo distantes.
Para não deixar que fiquem sem uma palavra amiga, às vezes me atraso, interrompo minhas atividades, deixo de fazer coisas consideradas importantes e descubro que, tão importantes também os são aqueles que me dirigem uma palavra de afeto, saudade, me relatam dores de alma, do corpo, que falam de flores, de música, até mesmo me perguntam sobre as notas das provas dos guris.
Nos poucos momentos que fico on-line, descubro não ser a vida passageira, mas sim, os que comigo seguem nesse imenso vagão, tantas vezes intransponível. São momentos que temos para dividir, conhecer, tantas vezes ajudar a ver a vida com outros olhos e, desperdiçamo , muitas vezes, por falta de tempo, por medo de que o outro passe a fazer parte da rotina, talvez.
Aos poucos , nesta caminhada de vida, tenho descoberto segredos, estes sempre presentes na alma de algum amigo. São enigmas , na verdade, que trazem consigo; São pérolas que passo a levar comigo, cada vez que recebo ou retribuo um breve ou longo olá, dos amigos.
bju em todos!
domingo, 30 de agosto de 2009
Lápis, papel e sensibilidade

Ler e escrever, aprender conteúdos constantes em uma gramática, manusear livros didáticos repletos de conteúdos generalizados. Carteiras , uniformes, professores, conteúdos, provas, trabalhos voltados, no entanto, a um público bastante diferenciado, simples, de mochila pesada e alma suave.
Sonhos.
Não fosse algum professor de olhos e alma incansáveis e os dias de muitos alunos seriam vazios como manhãs de inverno nas altas montanhas. Somente brisa suave ou tempestade os alcançaria, e que não seria sinônimo de renovação.
Dizem que as águias buscam altas montanhas para renovação. De que necessitam nossos alunos para que abandonem a tradicional repetição de idéias, os verbetes, os medos, a visualização das impossibilidades , tantas vezes apresentadas e quase nunca diminuídas, diluídas em conteúdos menos complexos e mais significativos?
Como transformar o lápis, borracha e papel por eles transportados diariamente em instrumentos capazes de registrar momentos indescritíveis; colher fatos do cotidiano, não somente para os analisar e interpretar, antes visualizá-los como elementos de uma grande receita que tem como ingredientes pessoas , seres repletos de singularidades?
Identidade.
Busca , registro, confrontos e a certeza de que ser jovem, adolescente, é ser realmente diferente. É ter na mente o que tantos adultos já deixaram escapar por entre os dedos em certo trecho do caminho. É ver e sentir o mundo com o coração, olhos de pássaro que não teme o beiral, porque sabe que cedo ou tarde terá que contemplar o horizonte. Voar, tantas vezes, sozinho em busca daquilo que tantos de nós já buscamos um dia: realização.
Talvez este seja o maior problema: como encarar um horizonte em que tantos pássaros alcançam e não retornam para dividir as experiências; que as vezes até voltam, mas com suas penas caídas, corpo e almas despedaçados...
Bom saber que ainda existem professores que utilizam além do lápis, papel e borracha, os olhos, a alma e o coração no momento do aprendizado. Que permitem a seus alunos contemplar , bem de perto, o horizonte e os apresenta àqueles que um dia também passaram pelos bancos escolares, cultivaram sonhos , desejaram receber ensinamentos capazes de os conduzir a altas montanhas. E conseguiram.
Que a prática didática experimentada e vivenciada por alunos de tão difícil época, dado as constantes mudanças e inovações, em que família não é mais sinônimo de estabilidade e que a escola tantas vezes torna-se o único elo que os une a uma sociedade fragmentada esteja voltada não somente a repasse de informações antes, seja instrumento capaz de renovação.
Que ler e escrever não seja apenas direcionado ao aprendizado de palavras desenhadas nos livros, nas apostilas, nos romances. Que desde cedo compreendam que melhor que ler as palavras é ler as entrelinhas. Que se tornem lápis capaz de registrar o momento; tenham alma de borracha, para apagar as diferenças e que suas vidas sejam como folha em branco para registrar histórias de homens que aprenderam desde cedo a ser agentes transformadores.
sábado, 8 de agosto de 2009
Pai

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Hilda Hilst
É meu este poema ou é de outra?
Sou eu esta mulher que anda comigo
E renova a minha fala e ao meu ouvido
Se não fala de amor, logo se cala?
Sou eu que a mim mesma me persigo
Ou é a mulher e a rosa escondidas
(Para que seja eterno o meu castigo)
Lançam vozes na noite tão ouvidas?
Não sei. De quase tudo não sei nada.
O anjo que impulsiona o meu poema
Não sabe da minha vida descuidada.
A mulher não sou eu. E perturbada
A rosa em seu destino, eu a persigo
Em direção aos reinos que inventei.

Se os teu olhos não conseguem ultrapassar
a imaginária linha do horizonte
sonhe
imagine
idealize!
Se teus pés caminham por estreitas ruas
torne-se um desbravador
administre
governe
conquiste!
O ritmo de teu coração desconhece
o descompassado ritmo de amar
libere dentro de ti
e
s
p
a
ç
o
s
e
dance
e
cante
invente
e
reinvente
uma vida a dois.
Sê sábio.
Destrua os muros
construa murulhas!
As meninas de teus olhos
são lâmpadas capazes de iluminar
seu interior
portanto,
Não permita que a vida lhe cegue
impeça
momentaneamente,
que seja,
de contemplar as belezas da vida.
Tudo que existe
dentro e fora
de ti
foi feito para lhe fazer feliz
para que você pudesse
tornar alguém feliz.
Sâmara Verônica
07.08.09
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Quem sou eu
- Verônica
- Sou um ponto Elemento visual real tantas vezes pequeno em relação a um plano maior. Um ponto que penetra espaços vazios de sentimentos emoções. Sozinha Sou apenas um ponto mas que ao aglutinar-me viajo no universos das possibilidades fusão do verbal com o visual na complexa sintaxe da vida.