domingo, 17 de abril de 2011

Reflexões sobre práticas de arte na Educação infantil


Conhecer é colocar em proporção aquilo que se quer conhecer com o que já se sabe.” Nicolau de Cusa


1- INTRODUÇÃO

Até onde pode chegar o conhecimento humano? Por meio de quais processos realiza-se o conhecimento? De que forma o ensino de Artes pode contribuir na formação cognitiva ampliando a aquisição do conhecimento?

São indagações que, professores e estudiosos de todos os tempos e contextos procuram responder, para que se atenda à proposta do ensino de Artes, voltada, neste estudo, para a Educação Infantil.

Considerando a Arte no Universo da educação Infantil quanto ao Brincar, Cuidar e Aprender , observa-se que esta deve estar aliada ao que a criança convive, quando o

ensino/reflexão, certamente deverá ser “conduzido pela prática, fruição e contextualização da arte no mundo da criança.”[1]p.10

Desta forma, o papel do arte-educador ultrapassa os limites de elementos capazes de transmitir conhecimentos, nesta fase, para torna-se um filósofo de seu tempo, quando lhes são cabíveis oportunidade de refletir, analisar e proporcionar a seus discípulos ampliação dos conhecimentos, em dialogo com a contexto no qual estão inseridos, de forma que passem os mesmos de meros aprendizes a multiplicadores do conhecimento.

Uma utopia? Talvez, se considerado o descaso e, quantas vezes, total falta de conhecimento quanto ao poder da arte-educação, no aprimorar, não somente dotes inatos as crianças, mas pelo fato de proporcionar aos e, desde pequenos, a reflexão, a percepção e análise. Possibilidade de, a partir de um simples desenho, realizar a análise de cores e formas, compreender-se inserido no universo das possibilidades, estas que vão da percepção sócio-cultural ao ato de criação, esta que dialoga com seu tempo, reflexo do que vive e sente.

2- REFLEXÃO SOBRE O ENSINO

Em busca de melhorias e adaptações de ensino, a prática do estágio torna-se fundamental para aqueles que pretendem ser inseridos no contexto educacional, quando profissionais já atuantes e leigos, vem-se diante de desafios e conquistas, devido à singularidade do ser, e que, não diferente do adulto, manifestam suas emoções, perspectivas de vida e melhor, são canetas que um dia, hão de escrever suas próprias histórias.

Escritores, portanto de seu tempo, precisam ser respeitados e desde cedo, inseridos no universo das possibilidades, “uma vez que a compreensão da criança é aliada à compreensão do adulto, pois a mente da criança é a mesma do adulto (Karmiloff). Motivo pelo qual não se deve menosprezar o ato criativo e de reflexão dos pequenos iniciantes, até porque, em seus desenhos tantas vezes considerados “ insignificantes” consta toda uma trajetória de vida, e sonhos e perspectivas de aprendizagem a serem construídas.

Para o Arte-educador, avaliar práticas educativas em dias em que a mídia e tecnologia invadem o universo infantil, requer dos mesmos, conhecimento da prática de ensino, e ainda, por estar a prática voltada mais para o ato criativo, reflexão sobre o desenho, sobre a produção e processo de criação, pois o que se evidencia nos registros infantis, transcede ao verbal, “é local onde a palavra e escrita verbal não conseguem sucesso muito convincente” (Merleau, 2007).

E quais e, de que forma tem sido realizadas as propostas educativas quanto ao ensino da arte da educação infantil? Que efeitos são esperados e alcançados? Momento em que se é válido citar experiências publicadas em Periódicos e Anais de Congressos, e, porque não, de professores iniciantes que, motivados por seus precursores, também, se arriscam no universo da pesquisa, em busca de diálogo, resposta e respeito para com o trabalho das crianças.

3- ALGUMAS PROPOSTAS ARTE-EDUCATIVAS

Pela lei, 5692, desde 1971, a disciplina de Educação Artística tornou-se parte dos Currículos Escolares e, desde então, muitas tem sido as propostas e projetos educativos oferecidos, que privilegiam , obviamente o entrelaçamento da prática – teoria. A exemplo do Projeto Arte e Cultura, desenvolvido em diferentes escolas e níveis, pela professora de Língua Portuguesa e aluna de Artes Visuais,[2] com foco voltado à forma como se dá a receptividade, interação, desenvolver da percepção e criação.

Tendo como foco a alfabetização visual, a pesquisa e a expansão do conceito de cultura e ainda, o processo lúdico como elemento fundamental no ato criativo, o referido projeto volta-se para a receptividade do ensino da arte, a forma como cada indivíduo reage, participa e acrescenta informações, desde séries iniciais a finais.

Uma proposta certamente audaz, mas que permite perceber ser/estar o indivíduo, em todos os momentos e contextos , em condições de analisar compreender e responder, de forma criativa, a situações que envolvem conhecimento e produção.

Inicialmente, o referido projeto voltava-se para o ensino fundamental II e ensino médio, devido área de atuação do pesquisador, o que favorece a aplicação, devido as produções e diálogo nesta fase serem permeados pelo entendimento, facilidades de interação informação inicial e produção final. Proposta esta, no entanto que se torna desafiadora, quando se caminha para o ensino em séries iniciais, mais precisamente, educação infantil, ou seja, o pré. Devido a fatores que vão desde a não preparação para o trabalho com estas séries, a reflexão quanto à produção final, ou seja, como saber se a criança assimilou, pelas histórias e imagens visualizadas, o que se pretendeu passar? E como considerar os famosos “ rabiscos” expressão de sua compreensão?

Em sequência a uma proposta iniciada, nas séries iniciais, quando ainda aluna de Letras, voltada para a lingüística, surge, devido a prática de estágio supervisionado em Artes, a oportunidade de continuidade do mesmo. Momento em que se observa , a partir de uma mote central, a forma como os pequenos interagem em perfeita sintonia com os de series finais. O que permitiu a conclusão, foi a possibilidade de avaliar forma como os pequenos observam, comentam e produzem a partir do que observam.

Se as produções das séries finais são mais ousadas, pode-se dizer que as de séries iniciais são mais autenticas. Quase não se observa cópias, mas fluição do que se viu, diferente dos finais, que presos ao estético, ou mesmo, significante emociona/cognitivo, preferem parafrasear, quase que copiar modelos pré-existentes.

Alguns trabalhos, realizadas com temas específicos a todas as escolas e fases, permitem observar que o arte-educador pode unir a produção de fases infantis com finais, sem comprometimento do fazer final, quando estética e conhecimento precisam dialogar para alcançar os objetivos, tal como na semana de consciência negra, quando os recortes das , privilegiando as formas geométricas, cores, contribuíram na produção de mascaras, tambores.

Em relação à prática voltada para o estágio, por estar em andamento a referida proposta e, por motivos que vão desde a abertura de espaço para aplicação do projeto proposto a sintonia com calendário escolar,desde as aulas iniciais é possível observar que a maioria das crianças estão abertas a novos conhecimentos. Desde o contato com a história da vida do artista em estudo, a visualização das imagens, as crianças interferem, comparam, manifestam opiniões, e melhor, comentam com seus familiares o que viram, aprenderam nas aulas.

O que vale ressaltar a importância de unir conteúdos a serem estudados com a realidade social o qual se está inserido, quando profissionais de outras disciplinas contribuem na pesquisa e fixação de valores a qual se deseja focar, fortalecer. Afinal, de que adiante conhecer obras e artista importantes, dentro de determinados contextos, sem reconhecimento de práticas culturais locais?

Não se foi possível chegar ainda, a uma produção final, mas vê-se que os mesmo possuem uma visão clara de que artista não é somente aquele que lhes é apresentado, mas em sua inocência, talvez, consideram-se capazes de fazer igual ou tão melhor que eles, quando pegam suas folhas e nos mostram suas bolinhas, rabiscos e dizem: aqui, tia, está mulher ( rabisco) aqui á a minha mãe, ou as vezes, é você ensinando pra gente . Ou em consideração ao Miró, após observarem as obras, alguns arriscam: esta foto tem bolinhas, ta cheia de rabisco...que coisas são estas? Sem perceberem alguns, dentro das limitações aqui analisadas, semelhanças com seus desenhos.

4- CONCLUSÃO

Certamente que o assunto não se encerra aqui, mas dado o espaço e proposta sugerida de relatório sobre as aulas de artes no estágio e possibilidade de outros exemplos de práticas de ensino, procurou-se destacar a importância da consonância da prática do ensino de Artes com o contemporâneo, quando a pesquisa, cultura local e a ludicidade refletem na produção do aluno.


[1] César Cola, Prática de Ensino I. Neaad. Artes Visuais,Vitória. 2011

[2] Projeto Arte e Cultura. Registros e publicações avulsas. Verônica Eugenio, 2009/2011.

sábado, 9 de abril de 2011

A oração de Jesus pelos seus discípulos






Ao amanhecer, surge a oportunidade de entregar, ao Mestre, as metas , os sonhos, os medos que rondam o ser ante as possibilidade de conquistas e derrotas.


À busca de orientação e direção para uma manhã de sábado, a oportuidade de refletir na passagem bíblica que relata a petição de Jesus, junto ao Pai, por seus discípulos. O descrever, docemente, a verdadeira comunhão com o que O enviou e o convívio com seus fiéis seguidores.


Sabe-se da singularidade de cada ser, portanto, da possibilidade de não igual leitura, satisfação a todos, mas não se tem como ignorar a forma sublime, humilde e eficaz das palavras do mestre para com seu Pai, em relação aos seus amados filhos.


Diante do atual contexto, em que o ódio, a indiferença, a violência e o medo rondam de forma cruel cada ser humano, as palavras surgem como bússula capaz de guiar o barco em meio as intempéries que rondam o bravio navegante.


Desbravador que é o homem, as palavras tornam-se como raios de sol, após uma noite fria e chuvosa, quando, aos poucos a alma se inunda de alegria e pode-se desfrutar daquilo que tantas vezes esquece-se o filho: do verdadeiro amor do Pai.


A cada versículo, no enterceder do Mestre ao Pai, o mister de desejo e medo, por se estender e não ser merecedor, respectivamente, dos frutos de uma amizade com Àquele que se deu por amor a humanidade.


Em tempos que as armas, palavras e atitudes inpensadas, tornam-se soluções capazes de extinguir o semelhante, mesmo sem que este lhe ofereça perigo algum, o interceder do mestre torna-se bálsamo capaz de recompor o interior e fortalecer o físico, pois não é seu desejo que o Pai "nos tire dos mundo, mas que os livre do mal ."


Que, a cada amanhecer, possa o ser certificar-se de que a oração do Filho ao Pai, o alcança, o cobre e direciona. Reconhecendo-se discípulo que obecede, segue e multiplica os ensinamentos do Mestre , revista-se de alegria e certifique-se que em todos os momentos somos guardados, pois o que o que ama ao Filho torna-se amado, do Pai.


leitura bíblica: S. Joaão, 17

quinta-feira, 31 de março de 2011

Cinquentenária, eu?

“ Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons. “ Marcus Cícero

Confesso que nunca parei para imaginar como seria completar 50 anos. Vivo, intensamente, cada momento, como se fosse o último, de forma agradável a mim e, na medida do possível, nada pesado aos que comigo trilham ou trilharam as veredas da vida.



De uma coisa tenho certeza: completar anos de vida sempre me foi motivo de comemorar. Uma alegria tão indescritível, que mal consigo dormir de 30 para 31. Um mister de euforia e curiosidade, sem falar do privilegio por usufruir de algo que não sou merecedora e , no entanto, agradecida.



Já divisei águas dos 15, 30, 40 e, nesta madrugada, fiquei a imaginar o que significa alcançar a linha do horizonte, quando os ponteiros marcam meio século de vida e corpo e alma navegam em mares ainda não alcançados. O sabor da vitória e o desejo de novas conquistas. Momento de se fazer um balanço geral ou planos? Ambos?




Não me considero uma pessoa preocupada com o espelho, mas confesso que preocupa-me a possibilidade de maçãs envenenadas; Não me importo muito com o dia de amanhã, mas sempre deixo uns carocinhos de feijão pelo caminho. Sem falar da possibilidade de tecer e destecer, no meu imaginário castelo, enquanto invade a casa interior, o cheiro do peixe que um dia hei de saborear junto ao amado.



Em minha mente, o navegar do flash back e o sonho. Páginas viradas e que estão por ser escritas. A certeza de que, as experiências serviram de adubo e os sonhos, serão os motes responsáveis pelas minhas conquistas.



Completar cinqüenta anos é visualizar o universo feminino, ter embalado ou trazer adormecido um pouco de Virgília, Plácida, Helena, Maria Benedita, Sofia, Capitu, Fidélia, Do Carmo, Blimunda, Ilda, Adélia, Maria... esta que não é fruto da imaginação, mas o único modelo de vida a qual almejo seguir.




Imaginação e realidade. Fictício e páginas da vida. A certeza de que não se constrói um castelo em poucos dias; edifica-se muros sem cooperação, faz-se da vida uma sinfonia sem se ter aprendido a decifrar notas. Estas, simbólicamente representadas pelas vidas que cruzaram e cruzam, diuturnamente, meu caminho.




Se hoje, alcanço a linha do horizonte repleta de sonhos e agradecida a Deus é porque tenho comigo exemplos de vida. Compartilho e apreendo experiências, com àquele que é peça fundamental no grande palco da vida: Você! Elemento este, capaz de azedar ou dar sabor à vida, a minha vida.



Brindemos, pois, a vida!

quarta-feira, 30 de março de 2011

conquistando o impossível - Jamily




Acredite

É hora de vencer

Essa força vem de dentro de você

Você podeAté tocar o céu se crer .... Acredite

Que nenhum de nós

Já nasceu com jeito pra super-herói

Nossos sonhos a gente é quem constrói

É vencendo os limites

Escalando as fortalezas

Conquistando o impossível pela fé

Campeão, vencedorDeus da asas

Faz teu vôoCampeão, vencedor

Essa fé que te faz imbatível

Te mostra o teu valor

Tantos recordes, você pode quebrar

As barreiras você pode ultrapassar

E vencer

segunda-feira, 28 de março de 2011

saudade (1)


Deve ser saudade o sentimento que navega neste silecioso mar interior..

Lágrimas insistem em acariciar minha face, enquanto procuro administrar os pensamentos. Coisa da idade, de uma mulher com alma de menina. Alguém que, bem cedo, aprendeu a ser gente grande. Trocou as bonecas e panelinhas de brinquedo pela tripla jornada feminina.


Falta-me palavras nessas horas, capazes de colorir todo o universo interior. Fotografar o que as palavras não conseguem registrar.. São tantos sentimentos reunidos, lembranças saltitantes, esperança que surge em cada letra, de cor e forma, reconhecíveis.


Deve ser saudade o sentimento que traz, à mente, o sorriso de cada irmão; os momentos bons ao lado da família, ainda menina, sentados todos, numa sala pequenina, ao redor de uma mesa, tendo ao centro uma velha lamparina..O que se ouvia além do grilo, sapos, barulho do vento nas campinas, quando do temporal a luz fugia e, todos aproveitavam para conhecer um pouco das histórias de familia? Narrativas...


Sempre que amigos novos chamam à porta, lembro-me dos que um dia partiram horizonte à dentro. Cá fora, fico a imaginar o tempo , o momento, as alegrias e situações vividas. Imaginar a possibilidade do reencontro.


A Saudade é como beija-flor..



veronica eugenio-Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2005Código do texto: T67443

terça-feira, 15 de março de 2011

A Águia e a galinha - uma metáfora da condição humana

"Um camponês criou um filhotinho de águia junto com suas galinhas. Tratando-a da mesma maneira que tratava as galinhas, de modo que ela pensasse que também era uma galinha. Dando a mesma comida jogada no chão, a mesma água num bebedouro rente ao solo, e fazendo-a ciscar para complementar a alimentação, como se fosse uma galinha. E a águia passou a se portar como se galinha fosse,embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.
Depois de alguns anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Isto não é uma galinha, é uma águia!
De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu criei como galinha.Ela não é mas uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.

- Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia.

Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar ás alturas
Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.


Então decidiram fazer uma prova.
O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:

- já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.


O camponês comentou: - Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!


- Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia.
E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.

Sussurrou-lhe: - Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.


O camponês sorriu e voltou à carga: - Eu lhe havia dito, ela virou galinha!


O naturalista disse: - Amanhã, veremos...


No dia seguinte, logo de manhã, eles subiram até o alto de uma montanha.


O naturalista levantou a águia e disse:


- Águia, veja este horizonte, veja o sol lá em cima, e os campos verdes lá em baixo, veja, todas estas nuvens podem ser suas. Desperte para sua natureza, e voe como águia que és...A águia começou a ver tudo aquilo, e foi ficando maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha visto, ficou um pouco confusa no inicio, sem entender o porquê tinha ficado tanto tempo alienada.
Então ela sentiu seu sangue de águia correr nas veias, perfilou, de vagar, suas asas e partiu num vôo lindo, até que desapareceu no horizonte azul."


Autor: James Aggrey

Esta história pode ser vista no livro de Leonardo Boff, com o mesmo título: A águia e a galinha.
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Bodas


Não Se perderá o amor
nas linhas do tempo
enveredar-se-a
por trilhas e encruzilhadas
de forma que floresça
de forma como outrora.


Não há de Ser o cotidiano
elemento capaz de dar fim
a singular sentimento
trazendo descontentamento e culpa àqueles
que, sem saber como explicar
possam sentir-se sós, mesmo juntos.




Não há de se embalar em
descontentes berços, os frutos da semente
que um dia brotou
floresceu e
agora vê-se adormecido em ensebadas
páginas de um álbum.

Eis que na vida
resgatam-se sentimentos
adormecidos
mal costurados
outrora tão bem desenhados nas faces
dos então
enamorados
amantes.

Renascem, jamais morrem-se os sonhos
mesmo quando viradas
as páginas de parte da vida.
Sobrevive-se
restaura-se
constrói-se laços de afetividade
quando tatuado n'alma
fragmentos de amizade, respeito e felicidade!






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Sou um ponto Elemento visual real tantas vezes pequeno em relação a um plano maior. Um ponto que penetra espaços vazios de sentimentos emoções. Sozinha Sou apenas um ponto mas que ao aglutinar-me viajo no universos das possibilidades fusão do verbal com o visual na complexa sintaxe da vida.