terça-feira, 15 de março de 2011

Bodas


Não Se perderá o amor
nas linhas do tempo
enveredar-se-a
por trilhas e encruzilhadas
de forma que floresça
de forma como outrora.


Não há de Ser o cotidiano
elemento capaz de dar fim
a singular sentimento
trazendo descontentamento e culpa àqueles
que, sem saber como explicar
possam sentir-se sós, mesmo juntos.




Não há de se embalar em
descontentes berços, os frutos da semente
que um dia brotou
floresceu e
agora vê-se adormecido em ensebadas
páginas de um álbum.

Eis que na vida
resgatam-se sentimentos
adormecidos
mal costurados
outrora tão bem desenhados nas faces
dos então
enamorados
amantes.

Renascem, jamais morrem-se os sonhos
mesmo quando viradas
as páginas de parte da vida.
Sobrevive-se
restaura-se
constrói-se laços de afetividade
quando tatuado n'alma
fragmentos de amizade, respeito e felicidade!






quarta-feira, 9 de março de 2011

Pelas ruas da cidade (1)

" Os espaços preenchidos pelos elementos que constituem uma cidade, bairro, comunidade,
retratam a cultura e perspectiva de um povo; são casas, prédios, comércio,
Teatros, escolas, praças, ruas e, avenidas ou alamedas, que tantas vezes passam despercebidos aos olhos, e no entanto,Carregados de lembranças, que se, revirados pelo vento da pesquisa e investigação, podem virar histórias ..."
Verônica Eugenio





Pelas Ruas da Cidade


Embora se more muito tempo numa idade, sempre há algum local que não se conhece plenamente ou que fale mais alto à memória. Os habitantes constituem parte da cultura de uma comunidade, tanto quanto seus elementos materiais, favorecendo aos que Chegam e saem, resgatar aquilo que tantas vezes alguns moradores ignoram, e que, ao serem despertos para valores culturais, passam a valorizá-los.


A percepção e descrição dos espaços e seus elementos, desde a arquitetura a memória individual e coletiva, devem ser desenvolvidas, para que se possa valorizar , resgatar e preservar elementos citadinos capazes de destacar e conservar a cultural local.

Desta forma, um tour pela cidade, a começar pelas ruas do bairro até o local de trabalho, escola, pode despertar no indivíduo o senso de coletividade; fazê-lo, inclusive despertar para mudanças que, por meio de seu olhar, possa visualizar e oportunizar crescimento e mudanças.

Desta forma, de câmera em mãos, um breve descrição dos elementos constituintes do percurso realizado diariamente pela pesquisadora, até ao local de trabalho.



Sorôco, sua mãe, sua filha...
(Guimarães Rosa)

Vista do hospital e clínica psiquiátrica - Santa Izabel.







- A gente se esfriou....


A rua e seus moradores são silenciosos, talvez em respeito à seus visitantes incomuns, que ora dormem, ora despertam de suas imaginações, devaneios. Solidão , saudade, medos.. os gritos, os choros, o cantar as vezes despertam os moradores mais próximos, trazem medo e angustia aqueles que pelas redondezas transitam. Ignoram que tantas vezes os loucos não são os que estão dentro de quatro paredes, mas sim, os que se deixam aprisionar pelo sistema.

A escolha do ângulo , demonstra estar a clinica situada numa parte mais alta da rua. Ocorre uma visualização de parte do hospital, de seus muros, com foco para uma abertura central, onde se recebe alimentos, mercadorias e também ocorre descarga do lixo proveniente do hospital. A visualização desta ala do hospital pelos transeuntes, permite observar roupas penduradas nas grades, ser abordado por uma das mulheres ali alojadas a solicitarem alguma coisa. Ser confundido por um familiar dos então hóspedes da solidão. A fragmentação da imagem, em vez da fachada principal, em detrimento à fragmentação do ser.



terça-feira, 8 de março de 2011

Socrates


"Eu sou a minha alma’ - máxima de Sócrates em relação à imortalidade da alma, há mais de 2.400 anos.
Considerado um preguiçoso por sua esposa Xantipa; um deus para os jovens e perturbador da ordem e da lei, para os letrados da época, com sua maneira simples de viver, sua única preocupação era, certamente, a justiça social, reconhecido com um estimulador do pensamento e, para isso, não mediu esforços, dedicando-se a reflexão e propagação de seus pressupostos.


Preocupado com a tarefa da filosofia, a verdade a ser ensinada a partir dela, afirma que, assim como nos vemos refletidos num espelho, a alma conhece a si própria ao analisar a sua parte racional e a sua parte espiritual. No diálogo mantido com Alcebíades,[1]afirma ‘ não poder indicar parte da alma que seja mais divina do que aquela que moram o conhecimento e o pensamento.



Em Fedom, o filósofo registra, nos oito capítulos constantes da obra, a imortalidade da alma, esta fundada na filosofia da psyké; no dualismo antropológico – como se apresenta alma humana em cada momento; na teoria do conhecimento – distinção entre mundo sensível e inteligível; na teoria das idéias inatas - qualidade do conhecimento sensível.



Alguns artista retratam um pouco do momento vivido pelo filósofo, antes de ser envenenado. Um mestre diante dos amigos, seguidores e, da morte, sem no entanto sentir-se intimidado por esta. A tela “ A morte de Sócrates”,

[2] nos remete à reflexão ao observar a forma como os supostos adornos da alma: a justiça, a liberdade , a temperança e a verdade, tornaram-se sua prática de vida.


Mesmo após sua morte, suas palavras permitem a reflexão e, principalmente, observar a forma como são perseguidos, aqueles que fogem ao condicionamento, visualizam beirais, alcançam vôos, quando, nem mesmo a taça de cicuta permitiu que se apagasse a crença de que “ morre-se o invólucro da alma, jamais ela. “
Portanto, “ Ides para vossas vidas! “




[1] Extraído de Alcebíades I, de Platão.

[2] imagem no formato jpeg

Mulher


Mulher


É menina, É mulher
É aquela que,
ao nascer, disse o anjo;


" vai ser varoa de fé
poeta, dançarina, equilibrista
mulher que não foge da raia
arregaça a manga
não chora de dor
encara as batalhas
com ramo de fé!"


Dos tempos de criança, simbólicas brincadeiras
de rodas
médico
bonecas
panelinhas, fogão e galhos secos
Oficina para ser
Recreadora
amante
Cozinheira
Arrumadeira
Artesã
Profissional
Mãe!



Quando o céu se faz nublado
Deita os olhos
num arco-iris de versículos
vai pra academia
caminha
abre o coração pras amigas;
quando o dia se vai alto
agradeçe a Deus pelos cuidados
sem fim
anima-se, sonha de olhos abertos;
Se as ondas balançam o barco
Chora,
Ora,
recolhe-se sob o Manto de Maria;
quando a vida parece esquecer-se dela
lembra-se dos afagos dos manoamigos:


gatinha, maninha, lindona,
florzinha,
loirinha
morena
baixinha
menina dos olhos do poeta...


Doce afago ao coração
que a faz voltar pra vida
encarrar as batalhas
aprumar a postura
ser feminina, dengosa
sutil, inteligente
poeta
afinal, do pó , do barro
das costelas de Adão
das mãos de Deus nasceu


Mulher!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Nunca mais o vi...

(...)

Não sei se pardal, beija-flor ou bem-te-vi
somente sei que
nunca mais o vi...

Se amigos são como pássaros
que

ao amanhecer
nos despertam para o dia ensolarado
ou, de repente,

invadem nossos ambientes
por anda você
pardal, beija-flor ou bem-te-vi?

"Necessito de tu canto/para o despertar da vida
de tu asas a bailar no espaço /
tal como beija-floresa oferecer alegria."

Amigos,

são sinõnimos de bons presságios
seres que desfrutam da afeição do Criador
que não podem ficar engaiolados
nem tão pouco


esquecidos..

"Por onde anda você pássaro
das manhãs exteriores

de terras inda por descobrir

deitastes teus sonhos viajantes
em ninhos distantes?"

Pássaros,
seres que encantam as manhãs,
tantas vezes nublada de nosso interior;
Amigos,
acordes capazes de despertar
sonhos adormecidos...


não sei se pardal, beija-flor ou bem-te-vi
somente sei que
que necessito de tu"amizade pra me fazer sorrir..


Quero Sim - Paula Fernandes
Eu tô com saudade
Da nossa amizade
Do tempo em que a gente
Amava se ver
Eu não sou palavra
Eu não sou poema
Sou humana pequena
A se arrepender

Às vezes sou dia
Às vezes sou nada
Hoje lágrima caída
Choro pela madrugada
Às vezes sou fada
Às vezes faísca
Tô ligada na tomada
Numa noite mal dormida

Eu tô com saudade
Da nossa amizade
Do tempo em que a gente
Amava se ver
Eu não sou palavra
Eu não sou poema
Sou humana pequena
A se arrepender

Às vezes sou dia
Às vezes sou nada
Hoje lágrima caída
Choro pela madrugada
Às vezes sou fada
Às vezes faísca
Tô ligada na tomada
Numa noite mal dormida

Se o teu amor for frágil e não resistir
E essa mágoa não ficar eternamente aqui
Tô de volta a imensidão de um mar que é feito de silêncio

Se os teus olhos não refletem mais o nosso amor
E a saudade me seguir pra sempre aonde eu for
Fica claro que tentei lutar por esse sentimento

Diga sim, ouça o som
Prove o sabor que tem o meu amor
Cola em mim a tua cor
Eu te quero sim, sem dor ( 2x )

Às vezes sou dia
Às vezes sou nada
Hoje lágrima caída
Choro pela madrugada
Às vezes sou fada
Às vezes faísca
Tô ligada na tomada
Numa noite mal dormida

Se o teu amor for frágil e não resistir

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O Ano Novo bate à porta. Não é momento de olhar para trás, afinal, não se tem mais como recolher folhas soltas ao vento. Repensar palavras, atitudes, pensamentos, qualquer coisa que se tenha feito de forma, inadequada, no decorrer do ano que, praticamente se foi, talvez não solucione problemas advindos do momento, porém, não se tem como negar que servem de alerta para que, no decorrer de 2011, algumas mudanças possam ocorrer, no interior e exterior de cada um.
Quando se nasce um filho, quantas esperanças...Quando se inicia um novo ano, quantas espectativas, embora sejam mesmos os dias do mês, os meses, as estações, mas assim como a singularidade de cada ser, cada ano oferece inúmeras possibilidades de acertos.
Quando se é jovem, este ritual de passagem tem caráter festivo, afinal, tudo é novidade; na idade madura, talvez alguns reflitam nas conquistas e metas a serem alcançadas. Quando se tem estrutura física e alma jovens, ocorre a fusão de sentimentos denominada sensibilidade, esta capaz de transformar todo o momento vivido em adubo capaz de alimentar os dias, os meses, os sonhos, que hão de nascer e, até mesmo os adormecidos, afinal, aprendeu-se a cultivar o que se tem de singular dentro de cada um: conhecimento, habilidade e atitude.
Portanto, novo ou velho, novo e velho, todo novo, todo velho: permita-se renovar neste 2011 e Deus, seja a bússula, farol e âncora, em todos os momentos!

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Sou um ponto Elemento visual real tantas vezes pequeno em relação a um plano maior. Um ponto que penetra espaços vazios de sentimentos emoções. Sozinha Sou apenas um ponto mas que ao aglutinar-me viajo no universos das possibilidades fusão do verbal com o visual na complexa sintaxe da vida.