sexta-feira, 7 de agosto de 2009




Hilda Hilst

É meu este poema ou é de outra?
Sou eu esta mulher que anda comigo
E renova a minha fala e ao meu ouvido
Se não fala de amor, logo se cala?

Sou eu que a mim mesma me persigo
Ou é a mulher e a rosa escondidas
(Para que seja eterno o meu castigo)
Lançam vozes na noite tão ouvidas?

Não sei. De quase tudo não sei nada.
O anjo que impulsiona o meu poema
Não sabe da minha vida descuidada.

A mulher não sou eu. E perturbada
A rosa em seu destino, eu a persigo
Em direção aos reinos que inventei.


Se os teu olhos não conseguem ultrapassar
a imaginária linha do horizonte
sonhe
imagine
idealize!

Se teus pés caminham por estreitas ruas
torne-se um desbravador
administre
governe
conquiste!

O ritmo de teu coração desconhece
o descompassado ritmo de amar
libere dentro de ti

e
s
p
a
ç
o
s

e
dance
e
cante
invente
e
reinvente
uma vida a dois.


Sê sábio.
Destrua os muros
construa murulhas!


As meninas de teus olhos
são lâmpadas capazes de iluminar
seu interior
portanto,
Não permita que a vida lhe cegue
impeça
momentaneamente,
que seja,
de contemplar as belezas da vida.


Tudo que existe
dentro e fora
de ti
foi feito para lhe fazer feliz
para que você pudesse
tornar alguém feliz.

Sâmara Verônica
07.08.09

sexta-feira, 31 de julho de 2009

saudade


Deve ser saudade o sentimento que navega neste silecioso mar interior..Lágrimas insistem em acariciar minha face, enquanto procuro administrar os pensamentos.

Coisa da idade, de uma mulher com alma de menina. Alguém que, bem cedo, aprendeu a ser gente grande. Trocou as bonecas e panelinhas de brinquedo pela tripla jornada feminina.

Falta-me palavras nessas horas, capazes de colorir todo o universo interior. Fotografar o que as palavras não conseguem registrar.. São tantos sentimentos reunidos, lembranças saltitantes, esperança que surge em cada letra, de cor e forma, reconhecíveis.

Deve ser saudade o sentimento que traz, à mente, o sorriso de cada irmão; dos momentos bons ao lado da família, ainda menina, sentados todos, numa sala pequenina, ao redor de uma mesa, tendo ao centro uma velha lamparina..

O que se ouvia além do grilo, sapos, barulho do vento nas campinas, quando do temporal a luz fugia e, todos aproveitavam para conhecer um pouco das histórias de familia? Narrativas...

Sempre que amigos novos chamam à porta, lembro-me dos que um dia partiram horizonte à dentro. Cá fora, fico a imaginar o tempo , o momento, as alegrias e situações vividas. Imaginar a possibilidade do reencontro.

A Saudade é como beija-flor..


Crônicas...

Casa dos Braga.
O DESAPARECIDO
Rubem Braga


Tarde fria, e então eu me sinto um daqueles velhos poetas de antigamente que sentiam frio na alma quando a tarde estava fria, e então eu sinto uma saudade muito grande, uma saudade de noivo, e penso em ti devagar, bem devagar, com um bem-querer tão certo e limpo, tão fundo e bom que parece que estou te embalando dentro de mim.

Ah, que vontade de escrever bobagens bem meigas, bobagens para todo mundo me achar ridículo e talvez alguém pensar que na verdade estou aproveitando uma crônica muito antiga num dia sem assunto, uma crônica de rapaz; e, entretanto, eu hoje não me sinto rapaz, apenas um menino, com o amor teimoso de um menino, o amor burro e comprido de um menino lírico. Olho-me no espelho e percebo que estou envelhecendo rápida e definitivamente; com esses cabelos brancos parece que não vou morrer, apenas minha imagem vai-se apagando, vou ficando menos nítido, estou parecendo um desses clichês sempre feitos com fotografias antigas que os jornais publicam de um desaparecido que a família procura em vão.

Sim, eu sou um desaparecido cuja esmaecida, inútil foto se publica num canto de uma página interior de jornal, eu sou o irreconhecível, irrecuperável desaparecido que não aparecerá mais nunca, mas só tu sabes que em alguma distante esquina de uma não lembrada cidade estará de pé um homem perplexo, pensando em ti, pensando teimosamente, docemente em ti, meu amor.

O que traz o belo dentro de si:
concepções estéticas
condições sociais
espitirualidade
status
sentimentalismo
simplório gênero
metáforas da vida...
Metáfora. Desenho lápis 9b.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

unforgetable....



TRADUÇÃO....

Unforgettable
Natalie Cole


INESQUECÍVEL

Inesquecível, isso é o que você é
Inesquecível, entretanto próximo ou longe
Como uma canção de amor que gruda em mim
Como o pensamento das coisas que você me faz
Nunca antes será alguém a mais
Inesquecível em todos os sentidos
E sempre (e sempre)
Isso é como você ficará (isso é como você ficará)
Isso é por que meu bem, é incrível
Que alguém tão inesquecível
Pense que eu também seja inesquecível.

Não, Nunca antes será alguém a mais
Ooh inesquecível (inesquecível)
Em todos os sentidos (em todos os sentidos)
E sempre (e sempre)
Isso é como você ficará (isso é como você ficará)
Isso é por que meu bem, é incrível
Que alguém tão inesquecível
Pense que eu também seja inesquecível.

I Mostra de Artes - Cachoeiro

Exposição de trabalhos realizados com turmas do EM, a partir do reaproveitamento de materiais como pratos plásticos , disco de vinil e sobras de papéis diversos.
Os desenhos realizados foram feitos com lápis de cor, tinta gouache, grafite e foi realizado ainda, a técnica da colagem.


Apresentação de dança, coreografia , coral , canto e violão abrilhantaram o evento que finalizou o I semestre do ano letivo.

O próximo evento está agendado, quando os alunos terão como meta expor resultados de pesquisas sobre artistas da terra.

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Quem sou eu

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Sou um ponto Elemento visual real tantas vezes pequeno em relação a um plano maior. Um ponto que penetra espaços vazios de sentimentos emoções. Sozinha Sou apenas um ponto mas que ao aglutinar-me viajo no universos das possibilidades fusão do verbal com o visual na complexa sintaxe da vida.