domingo, 7 de junho de 2009



Cultura


cultura


cultura


c u l t u r a


Para simplesmente adquiri-la
necessário se faz conhecimento.
Para tornar-se parte dela
é necessário captá-la nos mínimos movimentos,
gestos.
Preciso é tocá-la
senti-la
nos inúmeros tons da vida.
cultura?
se adquiri desde o despertar para a vida
mas para ser vivida
sentida
usufruída
necessário se faz o convívio
a troca de experiência , às vezes,
até respeito pela jeito de ser e viver do outro.
Cultura é tudo e é nada;
tudo, porque sem ela não se totalmente livre
nada, se ficar tão somente restrita aos livros
velhas folhas de papel em branco.
Cultura é vida.
É a caneta pela qual
se registra a emoção
a criatividade
expressão ímpar
de um povo
de uma nação.
É minha
a sua
a nossa
carteira de identidade.

domingo, 31 de maio de 2009

Milagre



A vida é um grande milagre.






Milagre capaz de nos fazer abrir os olhos


a cada amanhecer


de ter um coração que bate


que bombeia sangue


e , tantas vezes não o sentimos


pulsar dentro de nós.


A vida é um grande milagre.


Temos diante de nós


a cada amanhecer o poder de respirar


mudar de vida


recomeçar


sair em busca daquilo que tanto almejamos


e, no entanto reclamamos


não ajudamos


nos punimos


não nos valorizamos


e sofremos.


Esquece-se o homem de olhar para suas próprias mãos


de reconhecer o que traz


tatuado na alma e no corpo:


a marca da vitória.


A vida é um grande milagre.


Ninguém levanta-se por si só


não caminha o pé mecanicamente


não funciona o cérebro e o coração


movido por mãos humanas.


Sobre nós


em nós


habita


o sopro da vida.

Aquilo que você semear, há de colher...

Palavras são como sementes

uma vez plantadas

cultivadas

hão de florescer, dar frutos.

Em todo lugar e momento

Pense antes de falar

projetar para si e outros mensagens negativas.

Seja profeta que traz nas mãos mensagens de amor

alegria, esperança.

Seja um semeador de boas novas

nas terras por onde andar.

Amanhã ,

podes vir a ser habitante de terras por onde passastes...

domingo, 24 de maio de 2009

Violência doméstica: atentado contra a dignidade humana. A vida.

_______________________________________________________________
Por Verônica Eugenio


A violência doméstica não acontece de uma hora para outra. Não é somente o ato de ser agredida fisicamente, por ter o agressor bebido um pouco mais, passar por problemas financeiros. Não se apresenta somente em formas de hematomas, feridas. A alma também traz consigo cicatrizes, que jamais serão apagadas. O ato de agredir física ou verbalmente outra pessoa, habita no comportamento de quem a planta e, sabe Deus em que momento da vida, emerge das entranhas do abismo. O possível agressor, quase nunca se manifesta em público. Em alguma parte de seu ser alimenta, cultiva sensações de prazer em ver o outro sofrer e , na maioria das vezes, a colheita se faz progressiva e secretamente.


Ataques de ciúmes. Pequenos comentários. Atitudes agressivas. Desrespeito. Afrontas, Cobranças. Comportamento indigno. Exigências. Gritos. Imposição de idéias e ideais. O não direito de manifestação. Ameaças. Maus-tratos. Ignorância. Desafeto. Desamor.
O medo é sempre um constante companheiro das vítimas. As ameaças podem ir desde de uma simples negativa de comprar alimentos para casa, merendas escolares aos filhos, à medidas mais abusivas, como não permitir que a vítima se alimente, permaneça trancada em algum cômodo, seja privada de ver os familiares, terem os próprios filhos afastados de seu convívio, ser privada de ir a determinados locais e festas.


Por mais surreal que pareça, que se assemelhem a temas de novelas, inúmeras são as formas de agressões sofridas, não somente pela esposa, mas tantas vezes pelos filhos, que presenciam cenas de insultos , achando comum as freqüentes agressões. Ás vezes se calam por medo de se afastarem de seus pais, tornam-se tantas vezes agressivos na escola, com os amigos. Alguns agressores, , mais precavidos , limitam sua violência a quatro paredes, não deixam marcas visíveis no corpo e sequer imaginam, parentes e amigos, as feridas ocultas na alma, cobertas por belos tecidos e jóias.


Muitos são os questionamentos ao se descobrir vitima de violência domestica. Muito comum é surgir sentimento de culpa. Delegar a si própria, defeitos, incapacidades, temperamentos, assumir não ser exemplo de mulher cristã, de submissão. Assumir as rédeas financeiras da casa, trabalhar horas a fio, como forma de evitar o encontro. Passar o menor tempo possível na mira do inimigo. O sentimento de vergonha, insuficiência, invalidez ao se reconhecer vítima de agressão é um fato, quando se resolve tomar uma atitude contra aquele que não tem limites quando o assunto é constranger, ameaçar, agredir.


Mulheres que convivem com a dor, o medo, o pânico, às vezes sem comentar, deixar transparecer, para não perder o status, não sofrer represálias, não ser taxada de desequilibrada, ser considerada estúpida, já que a mulher sábia edifica sua casa. E leva-se tempo , às vezes, até que a mulher reconheça ser necessário tomar uma atitude em favor de si mesma, dos filhos.


O apoio da família, dos amigos, é importantíssimo, uma vez que os filhos quase sempre se revoltam, não acreditam que o herói, já que muitos cônjuges não apresentam sinais de agressores, tenha se transformado em vilão. O medo de ter a vida tolhida, de ser perseguida, de ver os filhos serem levados, tantas vezes faz com que algumas mulheres voltem atrás de sua decisão. Embora seja eficiente a justiça, ainda não consegue evitar que o agressor, retire a vida de suas presas, faça ameaças,desapareçam com os filhos.


Violência doméstica não é um fato atual. Sempre existiu. Antes se fazia menos presente devido à situação de submissão e dependência feminina.Divulgação. Com a necessidade de ajudar o companheiro nas despesas do lar, ao ter acesso ao mercado de trabalho, de se ver capaz de cuidar de si e dos filhos, talvez tenha aumentado o índice de violência ou mesmo mudado a forma como ocorre. A tripla jornada, a falta de maturidade do cônjuge, o pouco tempo passado juntos, a falta de diálogo, a crise financeiras, a bebida, o álcool, o desequilíbrio emocional da parceira, o abandono ou dedicação as práticas religiosas, o ser ou não bela, o cardápio, a novela, a roupa mal passada, por passar, o fato de ser boa dona de casa, não ser dedicada e carinhosa, frígida, infiel, são motes comuns apresentados pelos agressores.


Ainda bem que a necessidade não justifica a atitude e a justiça esteja aberta a quem a procurar. Seja a que horas for. Ainda bem que embora se tenha passado anos e anos escondida atrás do véu, este se rasque e seja possível contemplar a face a face o agressor. O medo existe. A dor, não será menor do que a das agressões sofridas. As lágrimas não serão menos salgadas. As cicatrizes trazidas no corpo poderão não se apagar, mas a alma, esta poderá finalmente navegar rumo ao etéreo. A vida, pouco a pouco ganhará novos tons. Aos poucos tudo se ajeita. Feita a denúncia, tomada a decisão de libertar-se dos grilhões que aprisionavam a alma, o ser, é hora de cuidar da mente, do espírito. Semear amor e paz no coração, principalmente dos filhos que, pouco a pouco perceberão que a vida é feita de príncipes que viram sapos; princesas que viram bruxas e , quem sabe, vilões que , ao ficarem frente a frente com quem tem, realmente o poder, descubram que amor e respeito não são bens adquiridos, mas conquistados no convívio sadio do dia a dia.

domingo, 17 de maio de 2009

Os dias passam, assim...assim...


enquanto o amor não vem...
...
...
...
...
...
...
"O amor é a força mais subtil do mundo."-- Mahatma Gandhi

Coisinhas...

A felicidade
Está nas pequenas coisas da vida...

Então, desejo à você

Um monte deCoisinhas:

Manhãs de sol

Sessão da tarde deitado na rede

Noites de céu repleto de estrelas

Caminhar descalço pela areia fina da praia

Num papo alegre com o ser amado

Ou melhor amigo (a)...

Desejo,Ainda:

jardim coberto de flores coloridas

Para alegrar sua vida

Iluminar seus olhos

Perfumar seus dias...

Desejo, à você:

Vida
Alegria

Uma Omelete de Poesia!

sábado, 16 de maio de 2009

Vem sentar-te comigo...

Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio...
Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e nao estamos de maos enlaçadas.(Enlacemos as maos.)
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida

Passa e nao fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as maos, porque nao vale a pena cansarmo-nos.

Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixoes que levantam a voz,

Nem invejas que dao movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,

Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as

No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagaos inocentes da decadencia.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,

Porque nunca enlaçamos as maos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,

Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.


( Pessoa)

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Sou um ponto Elemento visual real tantas vezes pequeno em relação a um plano maior. Um ponto que penetra espaços vazios de sentimentos emoções. Sozinha Sou apenas um ponto mas que ao aglutinar-me viajo no universos das possibilidades fusão do verbal com o visual na complexa sintaxe da vida.